Eles fizeram sucesso, eram imponentes, elegantes, cheios de estilo. Hoje não é diferente, eles ainda são para muitas pessoas, únicos. O museu Relicar de Araranguá nos transporta para o fantástico mundo automotivo de uma época onde os carros eram sinônimos de elegância e sofisticação.
Para o proprietário do museu, o empresário Alveri de Sá, colecionar carros é mais que um hobby, é uma paixão. “Eu coleciono a mais de trinta anos, os mais variados modelos e gêneros, carros, caminhões, furgões, eu sou apaixonado por carros e tudo que envolve a mecânica daquela época e o estilo deles, para mim sem comparação”, declara o colecionador.
A maioria dos exemplares datam dos anos de 40 e 50, e o estado de conservação impressiona. “Para manter os carros é preciso de todo um processo especial, pois são carros especiais, polimento, mecânica e outros cuidados diários, que possibilitam que esses modelos estejam assim, sempre reluzentes e o que é mais incrível, todos os meus carros andam perfeitamente”, enfatiza Alveri.
Caminhoneiro por um bom tempo, Alveri de Sá guarda em seu acervo uma grande frota de caminhões, dos quais alguns fizeram grandes jornadas. “Eu fiz com aquele modelo verde de 1952, um percurso daqui de Araranguá até o Rio de Janeiro, em estrada de chão”, afirma. Hoje o caminhão é famoso por levar a histórica imagem da padroeira de Araranguá, Nossa Senhora Mãe dos Homens, a cada dia 4 de maio. Sem esforço algum o cinquentão desfila pelas ruas da cidade, chamando a atenção pelos detalhes.
Placa preta e a originalidade
Boa parte do acervo, além de bem cuidado, possui grande originalidade, o que significa que o carro tem exatamente os quesitos de seu ano de fabricação, desde os pneus, motor, pintura e detalhes internos. Alguns são emplacados com a placa preta, o que significa que além de possuir mais de 80% de originalidade, são veículos com mais de trinta anos.
“Para o veículo ganhar a placa preta primeiramente é necessário que o proprietário faça parte de algum clube, e esse clube tem que ser associado da Federação Brasileira de Veículos Antigos, FBVA, daí sim é feito o processo de avaliação e o carro vai ganhando pontos. Um conjunto de pneus bem conservado leva 5 pontos, pintura original da época mais 5 pontos, estofamento 4 pontos, parte elétrica mais 4 e assim por adiante”, explica o proprietário.
O modelo mais antigo é o Ford 1919, com 36 cavalos de potência e é ligado a manivela. Obra de arte que foi restaurada em 1996, surpreende pelos detalhes em madeira. “Esse é o modelo mais antigo e que temos todo um cuidado especial”, declara Cláudio da Rosa, responsável pela preservação e manutenção dos veículos.
Todo o santo dia, ele leva um paninho para lustrar os carros, além de cuidar da parte de mecânica. “São carros que estão em um outro mundo, em outra época, então todo o cuidado é pouco, até porque eles ficam muito parados e o tempo costuma deteriorar a lataria”, explica o zelador.
Locação e Visitação
Quem desejar passear em grande estilo ou fazer uma cerimônia, dependendo do modelo, podem ser alugados por R$ 800 até R$ 1.500,00 reais. O detalhe é que o motorista vem junto, pois para dirigi-los necessita-se de cuidado e experiência.
Para quem quiser voltar ao passado e visitar o museu Relicar de Araranguá, ele se localiza na Rua Antonio Bertoncini, bairro Cidade Alta. Adultos pagam R$ 5,00 reias, crianças até 10 anos e idosos acima de 60, pagam apenas R$ 3,00. O museu fica aberto de segunda a sexta, das 8 até as 18 horas.
Matéria/fotos - Gustavo Silveira Neto