As noites começam a ficar mais frias na região. Para algumas donas de casa está na hora de ativar um velho conhecido: o fogão à lenha.
A moradora de Araranguá, Sandra Oliveira, cresceu junto ao fogão à lenha. Desde pequena, tinha o hábito, nas noites frias de inverno, de acender o fogão logo cedo para esquentar a água e a casa dos pais. “Nós tínhamos um fogão, então eu acordava para fazer o café e também ir esquentando a casa até que todos levantassem. Isso era uma tradição, meus irmãos também tiveram essa fase”, conta a dona de casa.
Hoje, alguns anos mais tarde, ela repete o que aprendeu com seus pais. O velho e bom fogão à lenha faz parte da cozinha dela. “É uma delícia, eu sempre gostei. Além da comida que sempre fica com um gostinho melhor, ele reúne a família. Todos ficam mais próximos. É muito aconchegante”, revela.
Maria Terezinha Pereira, dona de casa, também aderiu ao fogão na estação mais fria do ano. Ela possuiu um pequeno em um cômodo da casa, porém gosta tanto que pretende construir uma estrutura especial só para o utensílio.
“Eu já estou pensando eu fazer aquele antigo e mais tradicional, feito de concreto e azulejos, que se estende até a parede. Tenho um pequeno já há quatro anos e é muito bom, a comida fica muito melhor”, afirma a dona de casa.
Quanto a lenha utilizada
O único problema está na hora de conseguir a lenha. Muitas vezes a tarefa torna-se difícil, principalmente quanto a origem do produto “A gente sempre busca pegar os restos de madeira das madeireiras e serralherias, elas geralmente vendem pequenos pedaços que não são mais usados ou dão de graça. Nós cuidamos muito quanto ao destino da madeira, da onde ela veio. Afinal, é importante preservar os recursos naturais”, enfatiza Sandra.
O preço de um fogão à lenha custa em média de R$ 200 nos modelos menores e R$ 400 a R$ 500 reais nos modelos médios e grandes.
Matéria/foto - Gustavo Silveira Neto